Sessão: Cinema


"Não estou lá"
"I'm not there"
Poeta, profeta, fora da lei, uma farsa, ou astro da eletricidade?
"Até mesmo seu fantasma era mais de uma pessoa!"(...)
A parada interativa hoje é sobre o Filme Eu não estou lá, a qual, não uma biografia sobre ele. Não no formato convencional pelo menos...
È do diretor Todd Haynes, o qual, baseou-se nas lendas por trás do mito para contar, reescrever e criticar os fatos mais marcantes na vida de Dylan.
Dizem que o diretor Haydes baseou-se Velvet Goldmine (1998) contando a história do Glam Rock, nunca assisti mais dizem que a inspiração é a mesma.
Terá o artista sido um poeta, um pastor ou a voz do trabalhador norte-americano? Seus fãs e diversos especialistas na cultura pop dirão que sim. Ao mesmo tempo, o próprio Dylan nega todos esses atributos. Talvez por isso tenha permitido que suas músicas fossem utilizadas no filme.
Haynes escalou seis diferentes atores para vivenciar as váriadas passagens marcantes da vida de Dylan. Uma escolha acertada, já que o polêmico compositor interpretou ele mesmo diversas facetas de sua personalidade conturbada durante décadas.
De todas as fases a mais conturbada foi a vivenciada por Cate Blanchett personificando Dylan, que resultou no prêmio de melhor atriz do Festival de Veneza 2007. Esse período foi o mais marcante na vida dele, pois, além de ficar milionário, se estravasava na maconha, a qual acabou apresentando pela primeira vez aos Beatles num festival, e nas festas.
Todos os segmentos têm bons desempenhos. Tecnicamente utilizam diversos recursos da linguagem cinematográfica para causar reflexão e debate, o que lembra-se muito a idéia de um filme undergraud... Slides, preto e branco, cor, granulações e edição ritmada de acordo com a dramaturgia encenada na telona, entre outros diversos expedientes.
Cada ator interpretando Dylan é uma fase, e uma interessante história por trás...
Haydes nunca cita o nome Bob Dylan no filme, ele emprega nomes fictícios como Jack Rollins, o qual no filme é um astro da música folk.
Como não poderia deixar de ser, a trilha sonora de Não Estou Lá é fantástica. Além de ser composta pelos Hits de Dylan, ainda traz versões de suas músicas feitas por artistas como Stephen Malkmus, ex-vocalista da banda indie Pavement; Sonic Youth, cantando a música que dá nome ao filme; Yoa La Tengo; Sufjan Stevens; a atriz Charlotte Gainsbourg fazendo dueto com a banda Calexico; Antony And The Johnstons interpretando uma linda versão de Knocking On Heaven’s Door durante os créditos finais; Jeff Tweedy (vocalista do Wilco) e Cat Power.
Depois dessa é só correr para a locadora mais próxima e expor sua opinião...
Abaixo uma idéia conturbada de Dylan( por conhecidência, em sua fase conturbada)sobre a música folk, ou melhor música tradicional:
È do diretor Todd Haynes, o qual, baseou-se nas lendas por trás do mito para contar, reescrever e criticar os fatos mais marcantes na vida de Dylan.
Dizem que o diretor Haydes baseou-se Velvet Goldmine (1998) contando a história do Glam Rock, nunca assisti mais dizem que a inspiração é a mesma.
Terá o artista sido um poeta, um pastor ou a voz do trabalhador norte-americano? Seus fãs e diversos especialistas na cultura pop dirão que sim. Ao mesmo tempo, o próprio Dylan nega todos esses atributos. Talvez por isso tenha permitido que suas músicas fossem utilizadas no filme.
Haynes escalou seis diferentes atores para vivenciar as váriadas passagens marcantes da vida de Dylan. Uma escolha acertada, já que o polêmico compositor interpretou ele mesmo diversas facetas de sua personalidade conturbada durante décadas.
De todas as fases a mais conturbada foi a vivenciada por Cate Blanchett personificando Dylan, que resultou no prêmio de melhor atriz do Festival de Veneza 2007. Esse período foi o mais marcante na vida dele, pois, além de ficar milionário, se estravasava na maconha, a qual acabou apresentando pela primeira vez aos Beatles num festival, e nas festas.
Todos os segmentos têm bons desempenhos. Tecnicamente utilizam diversos recursos da linguagem cinematográfica para causar reflexão e debate, o que lembra-se muito a idéia de um filme undergraud... Slides, preto e branco, cor, granulações e edição ritmada de acordo com a dramaturgia encenada na telona, entre outros diversos expedientes.
Cada ator interpretando Dylan é uma fase, e uma interessante história por trás...
Haydes nunca cita o nome Bob Dylan no filme, ele emprega nomes fictícios como Jack Rollins, o qual no filme é um astro da música folk.
Como não poderia deixar de ser, a trilha sonora de Não Estou Lá é fantástica. Além de ser composta pelos Hits de Dylan, ainda traz versões de suas músicas feitas por artistas como Stephen Malkmus, ex-vocalista da banda indie Pavement; Sonic Youth, cantando a música que dá nome ao filme; Yoa La Tengo; Sufjan Stevens; a atriz Charlotte Gainsbourg fazendo dueto com a banda Calexico; Antony And The Johnstons interpretando uma linda versão de Knocking On Heaven’s Door durante os créditos finais; Jeff Tweedy (vocalista do Wilco) e Cat Power.
Depois dessa é só correr para a locadora mais próxima e expor sua opinião...
Abaixo uma idéia conturbada de Dylan( por conhecidência, em sua fase conturbada)sobre a música folk, ou melhor música tradicional:
"Não importa que tipo de nomes asquerosos as pessoas inventem para a música...
mas "música folk" eu não posso mais usar...
Estou falando de música tradicional.
Quero dizer música matemática baseada em hexágonos.
Mas essas músicas sobre rosas brotando na cabeça das pessoas...
amantes que são gansos e cisnes que viram anjos...
Elas não vão morrer.
E isso não é música Folk.
È música política.
Já está morta!
Era de se imaginar que o pessoal de música tradicional captaria o mistério.
È um fato tradicional...
Já que são cheios de mistério...
E contradições!
Contradições, caos, relógios, melancias e tudo mais!
A música tradicional é irreral demais pra morrer...
E eu não sou um cantor Folk!
mas "música folk" eu não posso mais usar...
Estou falando de música tradicional.
Quero dizer música matemática baseada em hexágonos.
Mas essas músicas sobre rosas brotando na cabeça das pessoas...
amantes que são gansos e cisnes que viram anjos...
Elas não vão morrer.
E isso não é música Folk.
È música política.
Já está morta!
Era de se imaginar que o pessoal de música tradicional captaria o mistério.
È um fato tradicional...
Já que são cheios de mistério...
E contradições!
Contradições, caos, relógios, melancias e tudo mais!
A música tradicional é irreral demais pra morrer...
E eu não sou um cantor Folk!
I'm not There Trailler

2 comentários:
não gosto dele nem do filho dele, daquela banda chateeenha wallflowers. hehehe. tá, eu sou meio chato tb hehe ^^
olha, mas pra não parecer tão chato, vou elogiar o conto da lygia. vc já leu aquele livro dela: "as meninas"? é muito bom, porém muito perturbador. eu fiquei uns tempos meio mal depois de ler. mas recomendo pros amigos e inimigos hehehe. beijos sardentinha
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